ANEMIA HEMOLÍTICA IMUNOMEDIADA



 

   A anemia hemolítica imunomediada (AHIM) consiste em anemia grave pela destruição ou remoção aceleradas das hemácias (glóbulos vermelhos) pela atuação de anticorpos antieritrocitários. As hemácias são destruidas pelos anticorpos ou são removidas pelo baço ou fígado. Os anticorpos antieritrocitários são formados contra hemácias normais (AHIM PRIMÁRIA) ou alteradas (AHIM SECUNDÀRIA). Vários órgãos e sistemas acabam sendo acometidos.
 
   Os sinais clínicos podem mostrar: anorexia (perda do apetite), fraqueza, apatia, intolerância a exercícios, dispnéia (dificuldade respiratória), ofegação, vômito, diarréia, ocasionalmente poliúria e polidpsia (aumento da vontade de beber água e urinar), mucosas pálidas, anemia grave, esplenomegalia (aumento do baço), hepatomegalia ( aumento do fígado), icterícia (em casos mais avançados), febre (ou não), aumento de linfonodos, petéquias, eventualmente pode ocasionar coagulação intravascular disseminada, e ainda sinais sistêmicos renais.
 
   As causas da AHIM PRIMÁRIAS consistem em: anemia hemolítica auto imune, lupus, isoeritrólise neonatal, distúrbio do sistema imunológico, aumento da produção de imunoglobulinas e idiopáticas (sem causa conhecida).
 
   As causas de AHIM SECUNDÀRIA consistem em: causas infecciosas (doença do carrapato (erlichia ou babesia), piometra, leptospirose, leucemia viral felina, entre outros agentes bacterianos ou virais), exposição a antígenos não expostos previamente, dirofilariose, neoplasias ( tumores), determinados medicamentos, entre outros..
 
   Geralmente os animais apresentam exame de aglutinação positiva e anemia grave, entre outras alterações bioquímicas. O exame de mielograma é importante na definição da patologia e prognóstico. 
 
   O tratamento consiste na tentativa da resolução da anemia e estabilização do paciente, seguido das medicações para o controle imunomediado. A monitoração e tratamento do paciente é importante tanto na crise aguda como durante o resto da vida pois podem ocorrer recidivas. A esplenectomia (retirada do baço) poderá ser considerada como um meio de tratamento quando o tratamento clínico não estiver surtindo o efeito desejado, 
 
   Os efeitos colaterais do tratamento podem ser graves e o prognóstico é de reservado a mau, devido a suas complicações (CID, tromboembolias, ..).  Em pacientes que sobrevivem a internação e que respondam bem ao tratamento, podem levar semanas a meses para se restabelecerem totalmente e nestes casos o prognóstico é relativamente bom, lembrando que deverá ser monitorado devido ao risco de recidivas. 
 
   A taxa de mortalidade global é alta principalmente em casos agudos ou super agudos.
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